PORANDUBA / SABOR DE PECADO


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Poranduba - 517kb

 FICHA TÉCNICA

Produção, direção musical e artística: 
Carlos Gomes
Produção executiva: 
Ivânia Catarina e Carlos Gomes
Gravação: 
Luciano Monson e Maurício Grassmann
Mixagem: 
Ezequias e Edmilson Nascimento
Fotos:
Wagner Cipriano
Produção gráfica e fotolitos:
PREPRESS

Gravado no 
Estúdio FrequenCia Rara (SP) entre janeiro e agosto de 1997
Mixado nos 
Estúdios Guidon (SP) em setembro de 1997
Masterização:
Cia do Áudio

Participação especial: 
Dominguinhos na música "Lua"

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Saiba mais sobre as músicas do disco

 
Faixa 01 -  PORANDUBA 
      Poranduba é uma palavra originária do Tupi-Guarani e tem por significado “história, informação” que é o que nós pretendemos levar neste CD.   É um samba que faz a citação do nome de vários animais existentes no planeta que se encontram em vias de extinção e faz uma ironia entre a caça predatória do homem civilizado e a caça de subsistência do índio. No arranjo, vale destacar o sax  de Chiquinho D’Almeida  no seu “solo improviso”  refletindo bem, com o seu swing, o espírito da letra.
Paulinho Paraná - violão/guitarra
Hanilton Messias - surdo
Guello - Tamborins/efeitos
Chiquinho D"Almeida - saxofone
Kiko Rocco - contrabaixo
Drums - bateria

Faixa 02 – TEMPO DE VARANDA 
     É uma valsa brasileira que procura atribuir a responsabilidade do nosso encantamento com coisas lindas e singelas, tais  como, as canções de Jobim, as aventuras de Don Quixote além de outras coisas sublimes da vida, ao bom viver da  nossa infância e dos nossos amores da adolecência.  É uma da primeiras parcerias da dupla.
Carlos Gomes - backing vocal/violão
Hanilton Messias - Teclado/Flautas

Faixa 03 – LUA 
    Apelido dado ao nosso “Rei do Baião” – Luiz Gonzaga – por Paulo Gracindo, quando da sua incursão pelo Rio de Janeiro a procura de emprego como sanfoneiro na antiga Rádio Nacional.   Esta canção é um xote que reverencia o nosso Gonzagão e procura contar um pouco da sua trajetória. Contou com a especial participação de Dominguinhos no acordeon. 
Kiko Rocco - contrabaixo
João Marcos - bateria
Guello - triângulo
Dominguinhos - sanfona
Carlos Gomes - violão

Faixa 04 – BIORETROSPECTIVA 
     Esteve entre as três canções que seriam usadas como temática da ECO-92.  Retrata a evolução da civilização às custas de sacrifícios sociais e da extinção de culturas milenares como a dos Incas, Maias, Astecas, dentre outras.  Enfim, é uma balada que fala do mundo desde 1500  até o ano de 1989  quando aconteceu o Massacre na Praça da Paz Celestial, em Pequim.
Ivânia Catarina - backing vocal
Carlos Gomes - violão
Kiko Rocco - contrabaixo
João Marcos - bateria
Guello - triângulo
Hanilton Messias - teclado/conga

Faixa 05 – CARGUEIRO A VAPOR 
     É uma canção cujo rítmo é resultado da pesquisa e fusão de outros rítmos nordestinos.  Há uma mistura  de baião, de xote  e  de Ijexá. Fala sobre as previsões das cartomantes para o novo milênio onde, segundo as ciganas e dentre várias outras coisas, Saddam Hussein seria no ano 2000, agraciado com o prêmio Nobel e o Olodum, desceria o Rio São Francisco a partir de sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, fazendo pros ribeirinhos uma festa que se denominaria Carnafrancisco.
Ivânia Catarina - backing vocal
Carlos Gomes - violão
Kiko Rocco - contrabaixo
João Marcos - bateria
Guello - triângulo
Hanilton Messias - teclado/conga

Faixa 06 – VISÕES 
    Há nesta canção mais um experimento, onde num primeiro momento ela se desenvolve em “ad libitum” deixando a interpretação de Ivânia Catarina conduzir sensivelmente os acontecimentos da letra que retrata de forma ímpar a cena em que uma pessoa, através do suicídio, encontrar-se com o seu amor em um outro plano.
Paulinho Paraná - violões/guitarra

Faixa 07 – ERA ASSIM 
    No CD é a única canção não autoral.   É um chôro que retrata os encontros e desencontros das cidades grandes onde a melodia foi composta por Tito Netto,  flautista e jornalita mineiro e a letra composta por Eugênio Gomez que teve algumas de suas canções gravadas por nomes como Titane entre outros.  Contou também com a participação de Edmilson Capeluppi no violão de sete cordas e de seu pai, Haroldo Capeluppi  no cavaquinho.
Carlos Gomes - violão
Guello - pandeiro
Chiquinho D'Almeida - Flauta
Edmilson Capeluppi - violão de 7 cordas
Haroldo Capeluppi - cavaquinho

Faixa 08 – QUEMELÉM 
    É um Ijexá e faz jus ao título do CD, pois a letra se refere a uma saga e conta a história de cangaceiros que foram tocaiados pela milícia incumbida de prendê-los.  Foi inspirado no livro de João Guimarães Rosa chamado  “Grande Sertão: Veredas”.
Carlos Gomes - violão
Kiko Rocco - contrabaixo
Drums - bateria
Guello - percussão/efeitos
Paulinho Paraná - guitarra

Faixa 09 – NA BEIRA DO MAR 
    Canção essencialmente romântica, com um piano e um sax criando todo um clima.  Retrata o fato de que poderá se passar o tempo que for que, mesmo assim, as lembranças deste amor vai permanecer pra sempre.
Hanilton Messias - piano
Chiquinho D'Almeida - saxofone

Faixa 10 – BENDITO OU MALDITO
    Neste samba a letra faz uma brincadeira com o casamento que se é bendito ou maldito, “só casando pra ver”.  Mostra três características no seu desenrolar: o “Samba Carioca”, o “Samba Paulista” e o “Samba Mineiro”.  No decorrer da canção, há uma flauta que procura representar uma mulher que passa o tempo todo implicando com um companheiro meio ébrio, representado na cancão pelo Trombone de Pisto, lindamente executado por François de Lima. Também é uma parceria da dupla.
Hanilton Messias - piano/surdo
Kiko Rocco - contrabaixo
Guello - tamborim
Chiquinho D'Almeida - flauta
Fronçois de Lima - trombone
Carlos Gomes - violão

Faixa 11 – AOS MOINHOS DE HOLANDA
    Alude a saudade de alguém que ficou em São Paulo enquanto a pessoa amada foi morar num outro País.  Há que se observar na canção as sutis alternâncias de compassos que variam entre o 6 por 8 iniciais e os 4 por 4 que acontecem no meio.
Carlos Gomes - violão
Paulinho Paraná - violão solo
Hanilton Messias - teclado
Chiquinho D'Almeida - flautas
Kiko Rocco - contrabaixo
Drums - bateria

Faixa 12 – DESCAMINHOS
    É uma balada que fala sobre os caminhos que cada um tem que seguir quando cresce. Caminhos estes que são completamente diferentes daqueles que almejamos e sonhamos na nossa infância. Caminhos que, certamente, nos coloca longe de muitos que amamos quando somos crianças.
Carlos Gomes - violão
Hanilton Messias - teclado
Chiquinho D'Almeida - saxofone
Kiko Rocco - contrabaixo
João Marcos - bateria
Guello - percussão

Faixa 13 – SABOR DE PECADO
    Sabor de pecado é uma letra leve cuja  intenção é de pura descontração.  Também faz parte de um experimento rítmico que funde alguns rítmos nordestinos como o Baião, o xote e o Ijexá. 
Carlos Gomes - violão
Hanilton Messias - teclado/congas
Guello - cowbell
Kiko Rocco - contrabaixo
João Marcos - bateria